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ONU divulga relatório trágico das baixas civis no Iraque

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ONU divulga relatório trágico das baixas civis no Iraque

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O mais recente balanço das Nações Unidas sobre os mortos no Iraque é dramático. O relatório foi divulgado hoje e os números são muito diferentes dos que constam das estatísticas iraquianas, que apontavam para menos de 12.500 mortos em 2006.

Segundo a ONU, mais de 34 mil civis foram mortos. Mais de 36 mil ficaram feridos. Gianni Magazzeni, representante no Alto Comissariado dos Direitos do Homem da ONU para o Iraque, destacou o facto de a violência não estar a ser contida de maneira nenhuma e continuar a fazer vítimas inocentes.

Aliás, a violência sectária aumentou notoriamente no ano passado, principalmente em Bagdad. Apesar da falta de dados sobre 2005, as fontes locais, funcionários públicos iraquianos e da ONU, assim como os repórteres, confirmam este agravamento.

As autoridades iraquianas, que proibiram aos seus funcionários a comunicação de dados, consideraram que as estatísticas do último relatório bimensal da ONU, publicado em Novembro, estavam grosseiramente exageradas. Magazzeni justificou que os dados da ONU foram compilados a partir de informação recolhida através do Ministério da Saúde, dos hospitais iraquianos e do Instituto de Medicina Legal em Bagdad. O ministério da Saúde iraquiano e um funcionário da morgue de Bagdad deram números mais próximos dos da ONU: 23 mil e 16 mil mortos e não os 12.500 das estatísticas governamentais.

Magazzeni constata que a população civil é a principal vítima da situação. As forças de segurança, encarregues da aplicação da lei, não protegem eficazmente os cidadãos. Há cada vez mais milícias e gangs criminosos, agindo em conivência com as forças de segurança nas quais se infiltraram, assegura. Como prova, lembra os 4.731 baleados mortalmente em Bagdad, em Novembro e Dezembro de 2006, vítimas dos esquadrões da morte e não de atentados à bomba.