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Populares espanhóis recusam pacto anti-Eta proposto por Zapatero

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Populares espanhóis recusam pacto anti-Eta proposto por Zapatero

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Os conservadores espanhóis rejeitaram ontem no Parlamento a nova proposta do governo para relançar o processo de paz no país basco. O Partido Popular foi a única formação no hemiciclo a recusar o alargamento do pacto anti-terrorista, assinado entre socialistas e PP em 2000, a todas as formações partidárias, organizações sociais e cívicas espanholas. Numa iniciativa inédita, o primeiro-ministro Rodriguez Zapatero foi ontem ao Parlamento reagir ao atentado da ETA em Madrid que pôs termo a nove meses de tréguas. Zapatero apelou a um grande consenso nacional e partidário para decidir a política anti-terrorista a seguir.

Um apelo dirigido à bancada popular, que acusou de, “tentar instrumentalizar politicamente o debate anti-terrorista”.

O PP e a organização das vítimas do terrorismo, próxima dos conservadores, tinham-se recusado a participar nas manifestações pela paz no sábado em Madrid e Bilbao. Mariano Rajoy justificou a renitência do seu partido, “afirmando que não se pode negociar a paz nem sob ameaças nem sob chantagem”.

Para o líder dos populares apoiar um consenso anti-terrorista seria um suicídio na luta contra o terrorismo, nomeadamente se o novo pacto incluir as organizações próximas da ETA. O debate de seis horas, foi marcado ainda pelo “mea culpa” de Zapatero que reconheceu ter errado ao prever, 24 horas antes do atentado de Madrid, que a situação do processo de paz poderia melhorar até ao final do ano.

O primeiro-ministro sublinhou no entanto, “que nove meses de trégua não alteraram a acção política e judicial das autoridades face à ETA”.

Ontem o Ministério Público espanhol requereu uma pena de 136 anos de prisão contra dois operacionais da organização separatista basca, acusados da autoria de um atentado em Madrid que provocou 97 feridos em 2001 .