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Violência nos quartéis russos mata mais soldados que guerra no Iraque

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Violência nos quartéis russos mata mais soldados que guerra no Iraque

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A agonia do recruta Rudakov volta a manchar a reputação do exército russo, apostado desde ontem em renovar a imagem junto da opinião pública. Os familiares do soldado hospitalizado em estado grave, com sinais de espancamento, denunciaram ontem em Moscovo a brutalidade no interior dos quartéis militares. Responsáveis do exército evocam no entanto uma doença sanguínea para justificar o estado de saúde do recruta.

Sob o fogo das críticas, o ministro da Defesa russo Ivan Ivanov, voltou ontem a sublinhar que, “a resolução do caso Rudakov passa mais pela actuação dos médicos do que pela aplicação de sanções disciplinares ou penais”.

O caso sucede o ocorrido com outro recruta de 19 anos, espancado no início do ano num quartel da região dos Urais, e que teve que ser submetido a uma amputação das pernas e dos órgãos genitais.

Segundo um relatório divulgado ontem, 1200 militares russos terão morrido em 2006 sem entrar em zona de combate, a maioria na sequência de actos de violência e suicidios ocorridos no interior dos quarteis. Um número superior ao dos soldados norte-americanos mortos no Iraque, segundo o relatório divulgado pelo ministério da Defesa russo.

Os métodos militares brutais e a impunidade do exército face à justiça russa levam cada vez mais familiares de jovens entre 18 e 27 anos a tentar todos os meios para que os filhos se escapem ao serviço militar obrigatório.