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Candidatos às presidenciais francesas a contas com os eleitores

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Candidatos às presidenciais francesas a contas com os eleitores

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O património pessoal dos candidatos às presidenciais francesas substitui-se nos últimos dias ao debate sobre os respectivos programas políticos. Acusada de evasão ao imposto sobre a fortuna, a candidata socialista Segolene Royal não hesitou ontem em tornar pública a sua declaração de rendimentos. Uma resposta àquele que é considerado o primeiro golpe baixo da campanha e que levou a candidata a incitar os seus rivais a imitá-la.

Segundo Segolene, “evitam-se assim as insinuações e os métodos canalhas do UMP, como utilizar a internet para difundir afirmações falsas de que eu estaria a fugir ao fisco”.

Na origem da polémica, um correio electrónico publicado em diversos sítios Internet onde um deputado conservador acusava o casal Royal de manobras contabilísticas para não pagar o imposto sobre a fortuna. O casal vai agora interpor uma acção judicial contra o deputado por difamação. Entre os restantes candidatos presidenciais como Nicolas Sarkozy a hora não é de polémica mas de transparência fiscal.

O conservador afirmou que irá apresentar a sua declaração de rendimentos nos próximos dias. Segundo as sondagens, Sarkozy recupera nas últimas semanas a desvantagem face à rival socialista com a qual tem agora um ponto em comum. Os dois favoritos são os únicos na corrida às presidenciais com um património pessoal avaliado em mais de 760 mil euros.