Última hora

Última hora

PE pressiona Líbia no caso das enfermeiras búlgaras condenadas à morte

Em leitura:

PE pressiona Líbia no caso das enfermeiras búlgaras condenadas à morte

Tamanho do texto Aa Aa

O Parlamento Europeu (PE) quer que a Líbia anule a condenação à morte das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano, sob pena de as relações com a Europa mudarem de rumo. A condenação foi confirmada, em Dezembro, pelo Supremo Tribunal da Líbia.

A eurodeputada verde Hélène Flautre, da subcomissão de direitos do Homem, crítica a ambiguidade das relações entre Bruxelas e Tripoli: “Quando se fala das enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano, na Europa todos constatam o défice de democracia. O facto de tudo depender da decisão de um homem; que os direitos não sejam respeitados; que haja tortura na Líbia… tudo isto nos deixa atónitos. E, no entanto, simultaneamente, continuamos a discutir com o Sr. Khadafi a gestão dos imigrantes, como se, neste aspecto, se pudesse esperar um pouco de respeito pelos direitos fundamentais das pessoas.”

O Parlamento Europeu já se preocupa há muito com a sorte destas seis pessoas. Mas a resolução agora aprovada do vem na sequência da adesão da Bulgária à União Europeia, a 1 de Janeiro. A eurodeputada socialista francesa, Catherine Guy-Quint, diz que o objectivo é, contudo, mais lato: “É intolerável que cidadãos europeus sejam condenados à morte. É intolerável que ainda exista pena de morte no mundo. Com este processo, no Parlamento Europeu, queremos levantar novamente a questão da pena de morte.”

As seis pessoas foram acusadas de terem infectado com o vírus da sida e de forma voluntária mais de 400 crianças. Peritos internacionais estimam que foi a falta de higiene no hospital, que provocou as infecções, anteriores mesmo à chegada das enfermeiras e do médico.