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Polémica monumental abala relações entre Estónia e Rússia

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Polémica monumental abala relações entre Estónia e Rússia

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As memórias da segunda guerra mundial continuam a pesar nas relações entre a Estónia e a Rússia. O Parlamento russo juntou-se hoje ao Kremlin para condenar por unanimidade a decisão de Talinn de remover um memorial aos soldados soviéticos mortos em 1940, na luta que pôs fim à ocupaçâo nazi do país. O presidente da Duma propôs mesmo a aplicação de sanções económicas.

O ministro dos negócios estrangeiros, Sergey Lavrov considerou a decisão de Talinn, “ultrajante e distante da necessidade de aprender as lições do passado para poder construir uma Europa unificada, sem divisões, unida e guiada pelos interesses actuais dos povos”.

Os responsáveis estónios justificam a decisão pelos protestos crescentes contra o monumento. Há 67 anos, a derrota dos soldados nazis daria lugar a uma violenta ocupação soviética durante a qual dezenas de milhares de estónios foram deportados para campos de trabalho forçado.

Face a esta página negra da história do país, o governo de Talinn pretende remover todos os memoriais soviéticos dos cemitérios militares onde jazem mais de 50 mil soldados do exército vermelho. Uma decisão que inflama ainda mais a ira de Moscovo que definitivamente não partilha da mesma visão da História que a Estónia.