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60 por cento dos sérvios foram às urnas

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60 por cento dos sérvios foram às urnas

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60 por cento dos 6,6 milhões de eleitores sérvios deslocaram-se este domingo às urnas para escolherem um novo governo, de acordo com o CESID, (Centro para as Eleições Livres e Democracia).

As assembleias de voto abriram às 07h da manhã locais, menos uma hora em Lisboa, e encerraram às oito da noite, em Belgrado, para umas eleições legislativas consideradas cruciais para a transição democrática do país e aproximação às organizações euro-atlânticas.

Os sérvios elegem 250 deputados entre 3.799 candidatos de 20 partidos ou coligações. A única certeza do escrutínio é que nenhuma formação política deverá conseguir a maioria absoluta.

De acordo com as últimas sondagens, o Partido Democrático (DS), do presidente sérvio, o primeiro chefe de Estado não comunista da Sérvia desde o fim da segunda guerra mundial, deverá recolher perto de 28 por cento dos votos.

Boris Tadic, um pró-europeu de 48 anos, afirmou à saída da assembleia de voto, que “estas eleições vão mostrar o direito dos sérvios seguirem o caminho europeu”.

Com 20 por cento das intenções de voto, o primeiro-ministro Vojislav Kostunica, antigo membro do DS
e fundador do Partido Democrático da Sérvia (DSS), poderá vir a ter um papel preponderante numa futura coligação governamental.

Enquanto primeiro-ministro cessante, o grande inconveniente para este nacionalista moderado é que caso faça uma aliança com o DS se veja obrigado a abdicar do cargo de chefe de governo.

Mesmo assim mantém o tom conciliador ao referir que “é necessário que a Sérvia continua a caminhar na mesma direcção, e também noutras direcções, a partir do momento em que a via é segura e estável, porque esta é sempre a via mais rápida.”

Na liderança das intenções de voto, de acordo com as últimas sondagens, está o Partido Radical Sérvio (SRS), actualmente o com maior representação no parlamento.

O candidato a primeiro-ministro é Tomislav Nikolic, fiel às ideias de Vojislav Seselj, o presidente do partido que continua à espera de ser julgado por crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Para Nikolic “este é um dia de mudança para a Sérvia.” O líder ultranacionalista diz esperar que “após as eleições, a Sérvia comece a lutar contra o crime, comece a desenvolver-se e que o novo governo se dedique totalmente a manter o Kosovo e Metohija dentro das fronteiras do país.”

Inquietos com a estabilidade dos Balcãs e o futuro do Kosovo, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão examinar à lupa os resultados das eleições, as primeiras desde o fim da Federação Sérvia-Montenegro.