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Candidatura altermundialista às presidenciais francesas pode tirar votos a Ségolène Royal

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Candidatura altermundialista às presidenciais francesas pode tirar votos a Ségolène Royal

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É mais um candidato às presidenciais francesas. José Bové, altermundialista, ecologista, de esquerda, declarou que o anúncio da candidatura oficial ao Palácio do Eliseu será feito no princípio de Fevereiro.

Mas José Bové não é um candidato qualquer. Tem carisma na sociedade francesa, credibilidade quanto à defesa de ideias políticas, mas também radical nas acções que pratica.

Bové foi o homem que partiu as janelas de um MacDonalds em Seattle nos Estados Unidos, com ajuda de camponeses, sob o pretexto de que a comida é de má qualidade.

Por essa e outras acções, esteve várias vezes preso. A acção de Seattle valeu-lhe a proibição de entrar em território norte-americano.

O futuro da candidatura de Bové é uma incógnita.

É o homem que poderá tirar votos a Ségolène Royal; que poderá aglutinar a esquerda mais radical que não se revê na candidata socialista; ou pode, pura e simplesmente, tratar-se de mais uma candidatura que vai desisitir em favor de outra.

Uma a coisa é certa, José Bové, nesta altura, baralhou o jogo das presidenciais, pelo menos à esquerda, onde se posiciona a socialista Ségolène Royal e também a candidata do partido comunista francês.

Já tem alguns apoios de peso de outros campos políticos, é um anti-liberal confesso, um anti-OGM declarado, anti-militar, um sindicalista habituado a resistir ao poder.