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Suspeito de assassínio de Hrant Dink confessa crime e diz que não se arrepende

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Suspeito de assassínio de Hrant Dink confessa crime e diz que não se arrepende

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O assassino confesso do jornalista turco Hrant Dink foi tranferido hoje para Istambul, depois de ontem à noite ter sido detido enquanto viajava de autocarro para a cidade natal de Trabzon. O jovem desempregado de 16 ou 17 anos, Ogun Samast, foi identificado pelo pai através de uma foto divugada pela polícia.

Samast confessou que matou o jornalista de 52 anos por ter visto na internet que Dink tinha dito que era turco, mas que o sangue turco é impuro. Por isso o matou, e, segundo a imprensa, disse às autoridades que não está arrependido.

Samast foi detido em conjunto com mais cinco indivíduos. A polícia tenta averiguar se o crime foi cometido por uma só pessoa ou se há colaboradores ou mesmo um rede envolvida no assassínio.

O chefe de governo, Recep Tayyip Erdogan, cumpriu o que prometeu – rapidez na resolução deste caso que poderá denegrir a imagem da Turquia, potencial candidata à adesão à União Europeia.

Um habitante de Ancara mostra-se satisfeito com as detenções e triste com o crime que considera ser mau para os interesses turcos. Um cidadão de origem arménia confessa que tem medo que assassínios como este se repitam.

O jornalista Hrant Dink comentava com frequência o genocídio arménio desencadeado pelos soldados otomanos na Segunda Guerra Mundial, algo que as autoridades continuam a negar e que enfurece os nacionalistas turcos.

O funeral de Hrant Dink é na terça-feira, dia em que estão previstas várias homenagens.