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Drogas da violação preocupam Conselho da Europa

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Drogas da violação preocupam Conselho da Europa

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Uma simples noitada numa discoteca pode acabar… numa violação. Uma violação conseguida com recurso a drogas, como o GHB ou o Pohypnol, que inibem a vontade de quem as ingere – sem sequer o saber, já que os violadores as misturam, disfarçadamente, nas bebidas das vítimas.

O conselho da Europa aprovou, esta segunda-feira, um relatório que pede leis mais restritivas, como explica a parlamentar Minodora Cliveti, da comissão parlamentar para a Igualdade: “No meu país, a Roménia, por exemplo, colocar alguém na impossibilidade de se controlar face a uma violação é uma circunstância agravante. Este relatório propõe que os Estado membros do Conselho da Europa façam algo semelhante nas respectivas legislações.”

Quando usadas legalmente, estas drogas são medicamentos. Para os violadores têm uma outra vantagem: os vestígios desaparecem no máximo em 48 horas. Daí o pedido do parlamentar britânico Michael Hancock: “Precisamos que a indústria farmacêutica aja de forma responsável. Sabe que estes medicamentos estão a ser utilizados desta forma deturpada. É preciso acrescentar um ingrediente a estas drogas, algo que seja único, e que permita uma detecção durante um período de tempo mais lato.” Um período de tempo que permita às vítimas recordar-se do que se passou – o que nem sempre acontece – e apresentar queixa.

Não, as drogas da violação não são um mito urbano. O melhor a fazer, para já, é estar atento ao próprio copo.