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Funeral de jornalista trasforma-se em manifestação de repúdio

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Funeral de jornalista trasforma-se em manifestação de repúdio

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Uma maré humana invadiu as ruas de Istambul para uma última homenagem a Hrant Dist. O jornalista turco-arménio foi assassinado na sexta-feira junto da sede do jornal Agos onde era editor. O cortejo fúnebre estende-se por oito quilómetros entre a redacção do semanário bilingue, a igreja patriarcal arménia e o cemitério onde o jornalista de 52 anos vai a enterrar. No país há um sentimento generalizado que se reflecte nas manchetes da imprensa nacional: “Somos todos arménios” ou “Não estás sozinho” são alguns dos títulos das primeiras páginas que se encontram hoje nas bancas.

As forças policiais reforçaram o nível de alerta neste dia de carregado de simbolismo. O autor dos disparos, um adolescente de 17 anos, foi detido no sábado e no domingo foi levado ao local do crime para uma reconstituição do homicídio. A polícia declarou ontem que, nesta fase do inquérito, não se encontram ligações entre o assassíno e organizações ilegais ou políticas. Além do homicida, seis outras pessoas encontram-se detidas por envolvimento neste crime. Hrant Dist, um cristão de ascendência arménia, foi assassinado pelas suas opiniões contrárias à linha oficial do regime que nega o genocídio arménio durante a Primeira Grande Guerra.