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Greve geral no Líbano reacende violência entre comunidades

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Greve geral no Líbano reacende violência entre comunidades

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A greve geral contra o governo do Líbano reacende desde esta manhã a violência entre facções pró e anti-sírias numa capital em estado de sítio. Milhares de muçulmanos xiitas e cristãos seguiram o apelo dos três partidos da oposição pró-síria, tomando as ruas de Beirute, para pedir a demissão do executivo de Fouad Siniora.

Os confrontos entre o exército e grupos de manifestantes do Hezbollah, Amal e da formação cristã de Michel Aoun, provocaram até agora pelo menos uma dezena de feridos em todo o país. Em Beirute a circulação encontra-se interrompida devido às barricadas espalhadas pela cidade. Segundo os movimentos da oposição o protesto deverá intensificar-se nos próximos dias.

O governo de Fouad Siniora rejeitou ceder à pressão das ruas e anunciou um plano de reformas económicas. Na quinta-feira Paris acolhe uma conferência internacional de doadores para auxiliar a economia Libanesa. O braço de ferro político que dura há semanas, ameaça mergulhar o país de novo num clima de guerra civil, reabrindo divisões entre os sunitas que controlam o governo e os xiitas que dominam a oposição.