Última hora

Última hora

Relatório sobre crimes da polícia na Irlanda do Norte

Em leitura:

Relatório sobre crimes da polícia na Irlanda do Norte

Tamanho do texto Aa Aa

A polícia da Irlanda do Norte é acusada de estar indirectamente envolvida em homicídios levados a cabo por uma milícia protestante. O dedo é apontado a oficiais de alta patente que terão consentido a actividades da milícia ilegal UVF.
De acordo com Nuala O’Loan, presidente da comissão de inquérito, registaram-se falhas sistemáticas por oficiais que foram identificados. E afirma que “tudo o que aconteceu era uma prática sistemática que nunca devia ter acontecido.”

O relatório apresentado ontem resulta de três anos de investigação sobre a acção da polícia desde o início da década de 90.
Os visados faziam parte da Unidade Especial da polícia da Irlanda do Norte. Entre 1991 e 2003 os paramilitares da UVF assassinaram 10 pessoas e estiveram ligados a vários outros crimes, como extorsão e tráfico de droga. O presidente do Sein Fein, Gerry Adams confirma que se “tratava de uma prática admnistrativa e que fazia parte da guerra do terror. Uma prática utilizada durante muito, muito tempo para derrotar os republicanos mas que falhou.”

A polícia terá fechado os olhos para proteger informadores no seio da milícia. Os responsáveis implicados não deverão ser acusados pela justiça dada a falta de provas necessárias à constuição do processo.