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Steinmeier rejeita ter ignorado prisioneiro alemão em Guantanamo

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Steinmeier rejeita ter ignorado prisioneiro alemão em Guantanamo

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O governo chefiado por Gerhard Schroeder terá rejeitado em 2002 a oferta de libertação de Murat Kurnaz, um cidadão alemão de origem turca, detido na prisão de Guantanamo mas considerado inocente. A acusação é feita no relatório do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA na Europa, divulgado hoje, e incendia o debate político na Alemanha. O actual ministro dos negócios estrangeiros e antigo braço-direito de Gerhard Schroeder, acusado de ter conhecimento da situação, vai agora responder face a uma comissão do Parlamento alemão que investiga o caso.

Frank Walter Steinmeier respondeu às acusações em Bruxelas exprimindo respeito pelo sofrimento de Kurnaz, mas considerando, “infâme concluir que o governo alemão foi responsável por esse sofrimento, como se afirma no relatório da comissão de inquérito do Parlamento Europeu”.

Steinmeier afirmou ainda que por várias vezes o governo Schroeder tentou interceder para libertar o prisioneiro. Segundo o relatório de Estrasburgo, os serviços secretos alemães estavam ao corrente da inocência de Kurnaz, mas ter-se-iam recusado a aceitar a oferta norte-americana para libertar o prisioneiro.

Murat seria libertado em Agosto de 2006. As questões em torno do seu caso visam agora Steinmeier que em 2002 era o responsável no governo por supervisionar o trabalho dos serviços secretos.