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Assassino confesso de jornalista turco foi presente a tribunal

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Assassino confesso de jornalista turco foi presente a tribunal

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O governo turco está apostado em fazer do processo do assassínio do jornalista Hrant Dink um exemplo contra as críticas internacionais ao sistema judicial do país. O assassino confesso de Dink, assim como outros suspeitos de cumplicidade foram hoje presentes a tribunal, menos de 24 horas após o funeral do jornalista.

Ogun Samast, um ultranacionalista de 17 anos admitiu ter morto Dink como reacção aos artigos que publicava, que qualificou de insultos à população turca. Segundo as autoridades Samast e cúmplices não estão ligados a qualquer organização ultranacionalista.

Colaborador do jornal Agos, Dink defendia nas suas colunas o reconhecimento do genocídio arménio pelo exército otomano durante a segunda guerra. As suas posições sobre o estatuto das minorias no país ou a falta de liberdade de expressão valeram-lhe mesmo vários processos judiciais e críticas por parte da classe política.

Ontem mais de 100 mil pessoas acompanharam o cortejo fúnebre de Dink em Istambul. Uma demonstração de solidariedade que reabre o debate no país sobre as teses ultranacionalistas e que poderá mesmo reaproximar a Turquia da Arménia, de relações cortadas desde 1993.