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Bush pede apoio de democratas e republicanos para o seu novo plano para o Iraque

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Bush pede apoio de democratas e republicanos para o seu novo plano para o Iraque

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“O Congresso mudou, mas não as responsabilidades”, assim começou o primeiro discurso de George W. Bush face a um Congresso dominado pelos democratas. Bush homenageou Nancy Pelosi, dizendo-se orgulhoso de ser o primeiro presidente americano a iniciar um discurso sobre o Estado da Nação com “Senhora presidente da Câmara dos Representantes”.

George W. Bush abordou a início temas de política interna. Comprometeu-se a apresentar um plano para reduzir o défice em cinco anos, disse querer reduzir o consumo de petróleo em 20% na próxima década, promover os combustíveis alternativos, facilitar o acesso dos americanos ao sistema de saúde e pediu a reforma das leis da imigração e educação.

A questão do Iraque não podia deixar de ser abordada. O presidente defendeu o seu plano e advertiu para as consequências de um fracasso.

Segundo George W. Bush, “muitos nesta Câmara compreendem que a América não pode fracassar no Iraque, porque as consequências de um fracasso seriam graves e de longa duração. Se os americanos se retirassem, antes de tornar Bagdade um local seguro, o governo iraquiano seria derrubado por extremistas de todos as facções”.

Face à contestação democrata e mesmo republicana, Bush pediu o apoio global do Congresso, afirmando: “O nosso país está a seguir uma nova estratégia para o Iraque. Peço que dêem uma oportunidade a este plano e peço o apoio para as nossas tropas, para as que estão no terreno e para aquelas que estão a caminho”.

Numa primeira reacção, a maioria democrata não se diz convencida pelo discurso e já esta quarta-feira a comissão dos Assuntos Estrangeiros pode infligir a Bush um duro revés ao votar a favor de projectos de resolução que denunciam o envio de 21 mil soldados suplementares para o Iraque.