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Início do julgamento de Lewis Libby, antigo braço-direito do vice-presidente americano

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Início do julgamento de Lewis Libby, antigo braço-direito do vice-presidente americano

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Começou em Washington o julgamento de Lewis Scooter Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente americano. Um processo mediático não só pelas ex-funções do réu, mas também pelo facto de serem abordadas as razões que levaram os Estados Unidos a invadir o Iraque e pela longa lista de possíveis testemunhas, entre elas jornalistas ilustres e responsáveis da administração Bush.

Libby incorre numa pena de 30 anos de prisão por perjúrio e obstrução à justiça. É acusado de ter mentido aos investigadores que tentavam descobrir quem revelou a identidade de uma agente da CIA. Tratava-se de Valerie Plame, esposa de Joseph Wilson, um diplomata que contestava as explicações da Casa Branca para entrar em guerra no Iraque, ou seja, a existência de armamento proibido. O caso remonta a 2002 e 2003 e levou mesmo uma jornalista do New York Times à prisão por recusar revelar as fontes.

Descobriu-se depois que a fonte foi Richard Hermitage, na altura secretário de Estado-adjunto, que nunca foi perseguido judicialmente, tal como Karl Rove, conselheiro de Bush e arquitecto da vitória presidencial, que também abordou o assunto com jornalistas.

Lewis Libby diz ser um bode expiatório da Casa Branca para proteger Rove.
Dick Cheney, vice-presidente americano, será uma das eventuais testemunhas do processo.