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Dois anos de pena suspensa para Peter Hartz

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Dois anos de pena suspensa para Peter Hartz

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Peter Hartz, antigo director de recursos humanos da Volkswagen e autor de quatro pacotes legislativos sobre o trabalho, durante o governo de Gerhard Schroeder, foi condenado a dois anos de prisão, com pena suspensa, por causa do caso de corrupção em que se envolveu.

Hartz vai também ter de pagar uma multa de 576 mil euros. O porta-voz do tribunal de Braunschweig, Ingo Gross, explica o veredicto: “É preciso ter em consideração o prejuízo que foi causado e a importância das somas que foram pagas. No entanto, é preciso também constatar que houve uma confissão completa”.

Hartz terá dado o aval para o pagamento de elevadas somas e viagens a membros da Comissão de Trabalhadores, para fazer os representantes dos sindicatos ter uma posição mais suave em relação à Administração. Terá também desviado dinheiro que foi parar à conta de uma modelo brasileira, alegadamente amante do presidente desta comissão.

Alguns manifestantes pediram uma pena mais pesada: “Gostaria que Hartz fosse punido de forma mais rígida. Parece que não vai ser o caso, que vai apanhar dois anos de pena suspensa. É escandaloso”.

Klaus Volkert, antigo dirigente sindical, terá recebido quase dois milhões de euros entre 1994 e 2005. É também arguído, mas num processo separado.