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presidente israelita suspenso temporariamente investigado por crimes sexuais

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presidente israelita suspenso temporariamente investigado por crimes sexuais

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O presidente israelita Moshe Katzav foi suspenso por três meses das suas funções para poder responder a um inquérito por crimes sexuais. A comissão de assuntos interiores do Parlamento acedeu ao pedido expresso ontem pelo presidente de se afastar temporariamente enquanto aguarda uma acusação formal do Ministério Público.

A actual presidente do parlamento Dalia Itzik vai ocupar temporariamente as funções presidenciais. Katzav encontra-se indiciado por violação e abuso sexual de ex-secretárias, assim como obstrução à justiça e intimidação de testemunhas, entre outros 14 crimes. A presidente da comissão parlamentar ao anunciar a suspensão, sublinhou que este é um momento de tristeza e raiva, um momento de vergonha.

Katzav refuta todas as acusações, mas a maioria dos israelitas está a favor da demissão do chefe de Estado. Frente à residência do presidente, as manifestações de mulheres sucedem-se desde que o escândalo eclodiu há meses.

Afirma uma manifestante: “estamos aqui para pedir ao presidente que se demita porque o chefe do Estado de Israel esqueceu-se que ele é o símbolo deste país”. Outra sublinha, “é uma desgraça para os israelitas, para as mulheres deste país, para a democracia. Ele não devia ficar nem mais um minuto no cargo”.

Trinta deputados da Knesset iniciaram já um processo de destituição do presidente. O primeiro-ministro Olmert afirmara ontem que o presidente não poderá continuar em funções caso seja acusado pela justiça.