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Apelos à calma não refreiam confrontos

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Apelos à calma não refreiam confrontos

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Militantes das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, afectos à Fatah, raptaram este domingo em Nablus na Cisjordânia um responsável do Hamas. Este é mais um desenvolvimento da onda de violência entre facções palestinianas, que levou ao bloqueio nas conversações para formação de um governo de unidade nacional.

A convocação de eleições antecipadas sugerida pelo presidente Mahmud Abbas em meados de Dezembro desencadeou os confrontos entre a Fatah e o Hamas. Os apelos à calma sucedem-se mas não têm surtido efeito.

Por isso, Ismail Hanyieh convocou uma reunião extraordinária do governo dedicada ao assunto.

No final, o primeiro-ministro palestiniano lançou “um apelo ao presidente Mahmud Abbas para retirar imediatamente todos os homens armados das ruas, bem como os bloqueios rodoviários espalhados pela cidade de Gaza”.

Um pedido que demonstra a incapacidade do governo para controlar as forças leais ao presidente da ANP apesar do esforço conjunto de entendimento sob mediação egípcia, como explica o porta-voz do Hamas Ghazi Hamad.

“Às vezes conseguimos controlar a violência, mas estamos chocados com alguns grupos que não têm interesse em manter a tranquilidade”, acusa Hamad.

Este domingo, uma bomba visou a casa de um guarda-costas de Mohammed Dahlan, apontado como o sucessor de Mahmud Abbas na liderança da Fatah.

Não há registo de feridos neste ataque.

Porém, a onda de violência já causou pelo menos 25 mortos desde quinta-feira e ameaça mergulhar os territórios palestinianos na guerra civil.