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Conflitos no Darfur e Somália agitam conferência da União Africana

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Conflitos no Darfur e Somália agitam conferência da União Africana

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É uma condenação implícita ao Sudão pelos massacres no Darfur. Reunidos por dois dias na capital etíope, os 53 membros da União Africana (UA) preteriram Cartum em favor do Gana para presidir à organização em 2007. Uma forma de não perturbar a legitimidade das forças da UA presentes no Darfur, no momento em que uma força similar deverá ser enviada para a Somália para a render as tropas etíopes no país.

Alpha Konare, presidente da comissão da UA felicitou-se com a retirada dos militares etíopes sublinhando, “que se não forem substituídos rapidamente pela força da UA a Somália poderá mergulhar no caos”. A data do envio de 8 mil homens vai ser discutida entre hoje e amanhã.

Com o debate sobre a sucessão na presidência da UA marcado pela questão do massacre no Darfur, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon voltou a apelar a Cartum para que, “aceite a mobilização urgente de capacetes azuis para o território”, recusada até hoje pelo presidente Omar el-Beshir.

Para o Comissário europeu do Desenvolvimento e da Ajuda Humanitária, Louis Michel, “há que aumentar a pressão sobre todas as partes envolvidas no conflito, dos rebeldes às milícias islâmicas para que cumpram as promessas”. Em Dezembro, o governo de Cartum tinha aceite apenas a ajuda técnica da ONU à missão da União Africana no Darfur, mal equipada e com falta de financiamento que vigia a região. Uma presença que não evita que os massacres prossigam. Desde 2003 a guerra civil entre rebeldes e milícias islamistas já provocou mais de 200 mil mortos e dois milhões de refugiados.