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Enfermeiras búlgaras enfrentam processo por difamação

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Enfermeiras búlgaras enfrentam processo por difamação

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A condenação à morte por um tribunal de Tripoli não parece ter sido a última das provações das cinco enfermeiras búlgaras, detidas há oito anos por terem inoculado o vírus da SIDA em cerca de 400 crianças líbias. A partir de 11 de Fevereiro, as enfermeiras vão começar a ser interrogadas por terem supostamente difamado a polícia líbia.

Isto porque o Ministério Público búlgaro considerou estarem reunidos dados para abrir um inquérito a onze agentes líbios por suspeita de tortura. Em reacção ao novo processo das enfermeiras, o Procurador-Geral da Bulgária Boris Veltchev acusou as autoridades líbias de cinismo.

No domingo, Said Al-Islam, filho do dirigente líbio Muammar Kadhafi, anunciou que a execução não iria ter lugar devido a manipulações e erros grosseiros no processo, mas apelou à necessidade de um compromisso para se ultrapassar a situação. As famílias reclamam dez milhões de euros por cada criança infectada. A Bulgária rejeita pagar a verba, mas criou um fundo internacional destinado a fornecer tratamento e auxílio às crianças infectadas.