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EUA admitem que Israel possa ter usado bombas de fragmentação norte-americanas no Líbano

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EUA admitem que Israel possa ter usado bombas de fragmentação norte-americanas no Líbano

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As suspeitas são tudo menos recentes mas só agora, enquanto decorre a desminagem dos terrenos, o departamento de Estado norte-americano admitiu que Israel poderá ter usado bombas de fragmentação durante a última guerra com o Líbano.

A utilização deste tipo de bombas, também conhecidas como “clusters”, é interdita pelo direito internacional e é considerada como violação dos direitos humanos.

A Unicef já tinha denunciado o caso em Julho. O porta-voz garantiu na altura que Israel usou cerca de 100 mil bombas em mais de 400 pontos no sul do Líbano. As “clusters” têm a particularidade de se fragmentarem noutras bombas após o primeiro impacto. Essas outras bombas deflagram a uma distância maior e podem explodir quase uma hora depois ou quando algo lhes toca. As crianças são as grandes vítimas.

As bombas de fragmentação que Israel usou no Líbano terão sido vendidas pelos Estados Unidos.

O porta-voz da Casa Branca diz: “os acordos com Israel para que este tipo de bombas não sejam utilizadas em civis estão a ser revistos pois poderá ter havido violações por parte das autoridades israelitas”

A ONG Human Rights Watch garante que o tsahal usou bombas do tipo M483A1 pelo menos uma vez: no ataque à aldeia de Blida, no sul do Líbano, a 19 de Julho. Uma pessoa morreu, 12 outros civis ficaram feridos.