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Microsoft lança novo sistema operativo

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Microsoft lança novo sistema operativo

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5oo milhões euros, é um orçamento gigantesco que a Microsoft investiu para promover um produto à escala internacional. A campanha de promoção do novo sistema operativo Vista, estendeu-se a 20 países com o objectivo de chegar a perto de 7 mil milhões de pessoas.

O lançamento oficial foi feito pelo patrão e fundador do Gigante informático ontem à noite em Nova Iorque. O Grupo espera vender cerca de 100 milhões de exemplares após o primeiro ano. E no Japão, graças aos fusos horários, já arrancaram as primeiras vendas. Para os aficcionados nipónicos o preço não parece ser um problema.

A versão básica custa tanto como o sistema anterior o XP, ou seja 154 euros, enquanto a versão premium, que contém as verdadeiras novidades custa 185 euros. Se juntarmos a este custo o facto de o novo software necessitar de máquinas mais possantes, o que provavelmente obrigará o consumidor a mudar de computador, então o sistema Vista vai sair caro aos utilizadores.

Richard Doherty director de pesquisa do grupo Envisioneering realça que “O interface gráfico é bastante atraente. Mas isso tem um preço. Se tiver um o novo computador, vai ser óptimo. Mas se tentar instalá-lo num PC feito há mais de dois anos, o seu computador pode ficar incrivelmente mais lento”

O que não impede que o Vista, previsivelmente, ofereça um grande retorno à Microsoft: um investimento de 4 mil milhões de dólares suplementares desde 2007, e o novo sistema operativo deverá gerar 70 mil milhões de dólares para o sector informático mundial e dezenas de milhares de postos de trabalho.

Tal como os seus predecessores o sistema Vista não terá concorrência, uma vez que o Windows funciona em 95 por cento dos computadores no mundo. A Apple detém apenas cerca de 3 a 5 por cento do mercado e a Linux menos de 1 por cento.

O Vista traz aos computadores 3 dimensões e acesso a software de montagem vídeo, navegação na Internet e menus mais práticos. Os peritos dizem que o sistema é mais fiável que o XP, lançado em 2001 mas não é revolucionário. O Vista poderá assim custar à Microsoft bastante mais do que os 6 mil milhões de dólares investidos na sua concepção, se a empresa for uma vez mais punida por Bruxelas, pelo não respeito pela concorrência.