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Candidatos presidenciais assinam pacto ecológico

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Candidatos presidenciais assinam pacto ecológico

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Célebre em França devido aos seus programas televisivos dedicados às maravilhas naturais do Mundo, Nicolas Hulot colocou os candidatos presidenciais entre a espada e a parede. Ao ameaçar candidatar-se e assim colocar em risco a lógica eleitoral na primeira volta, obrigou os candidatos a escutá-lo. Esta manhã dez pretendentes à chefia do Estado acorreram a assinar o pacto ecológico de Nicolas Hulot.

“Se for eleita assumirei pessoalmente o desenvolvimento de uma política ambiciosa em matéria ambiental e de desenvolvimento sustentado” declarou Ségolène Royal, a candidata socialista.

O seu principal adversário, o conservador Nicolas Sarkozy, enumerou três pontos a atacar urgentemente: o aquecimento global, o declínio da biodiversidade e os problemas de saúde causados pelas alterações climáticas. O candidato rematou afirmando que “não é o conforto dos franceses que está em causa mas sim a sua sobrevivência”.

Palavras que são proferidas ao mesmo tempo que em Paris se reúnem 500 especialistas do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, um grupo científico criado pela ONU em 1988. O relatório que deverá ser apresentado na sexta-feira irá certamente confirmar a extensão do aquecimento em curso.

As estimativas actuais foram revista em alta e prevê-se que no presente século a temperatura do planeta possa aumentar cerca de 3 graus centígrados o que implica, em algumas regiões, uma subida da ordem dos 10 graus.

O degelo dos glaciares é já uma realidade com o provam fotografias tiradas há cem anos. Se por um lado nos podemos ver confrontados com uma subida do nível dos mares, por outro vamos assistir à desertificação de vastas regiões do planeta. Cabe aos governos agir. Mas, por exemplo, na Austrália, atingida por uma seca histórica, o governo conservador não ratificou o Protocolo de Quioto por considerar que ameaça o crescimento económico do país.