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Fantasma da abstenção paira no primeiro dia de campanha sobre aborto até às 10 semanas

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Fantasma da abstenção paira no primeiro dia de campanha sobre aborto até às 10 semanas

Fantasma da abstenção paira no primeiro dia de campanha sobre aborto até às 10 semanas
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Foi sob o signo da incerteza que começou oficialmente a campanha para o referendo sobre despenalização da interrupção voluntária da gravidez até às 10 semanas. O dia ficou marcado pela arruada dos movimentos apoiantes do “sim” na baixa de lisboa e pelo encontro dos simpatizantes do Não no Campo Grande.

A última sondagem da Universidade Católica, publicada na sexta-feira, dá a vitória no dia 11 de Fevereiro ao SIM, mas revela também um recuo nas intenções de voto a favor do aborto e uma subida no número de indecisos.

O fantasma da abstenção volta portanto em força, depois da participação do eleitorado abaixo dos 50 por cento no referendo de 1998 em que o Não saíu vencedor.

Inúmeras iniciativas tentaram pressionar as autoridades nacionais desde então a legislar sobre a matéria. Entre elas, o chamado barco do aborto, uma clínica holandesa promovida pela associação Women on Waves que esteve ao largo da costa portuguesa.

O primeiro-ministro faz pessoalmente campanha pelo sim e já está no site do partido socialista um vídeo de José Sócrates a pedir aos portugueses para irem votar, a apelar a uma forte participação dos jovens para acabar com o que chama de “vergonha nacional” do aborto clandestino.

O chefe de governo já disse que se o “Sim” vencer no referendo e a participação dos eleitores for inferior a 50 por cento, a despenalização da interrupção voluntária da gravidez será votada no parlamento.

(Segundo a Associação para o Planeamento Familiar, haverá em Portugal pelo menos 20 mil abortos clandestinos todos os anos)