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Comunidade científica volta a alertar para o aquecimento global

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Comunidade científica volta a alertar para o aquecimento global

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O Pólo Norte pode derreter até ao final do século. O Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas apresentou esta sexta-feira, em Paris, o seu novo relatório onde não é descartada a hipótese da calote polar desaparecer até 2100, o que implicaria uma subida do nível mares, entre os 18 e os 59 centímetros.

Conforme os cenários, os cientistas preveêm um aumento da temperatura média na terra entre 1,8 e 4 graus Celsius, um aquecimento que com um grau de “probabilidade muito alta” se fica a dever à actividade humana desde o arranque da era industrial e em particular às emissões de dióxido de carbono.

A temperatura vai aumentar em média 0,2 graus por década devido às emissões passadas de gases que provocam o efeito estufa. E mesmo que se consiga reduzir as emissões para o nível do ano 2000, a temperatura continuará a aumentar ao ritmo de 0,1 grau por decénio.

Os cientistas afirmam que a concentração de CO2 na atmosfera é a mais elevada dos últimos 650 mil anos. O aquecimento global irá provocar o aumento dos fenómenos climáticos extremos, tanto das ondas de calor e dos períodos de seca como de chuvas diluvianas e ciclones tropicais. Uma situação que pode criar cerca de 200 milhões de refugiados climáticos até ao fim do século. Face a este cenário os cientistas vão apelar à criação de uma Organização das Nações Unidas para o ambiente.