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Amato foi ao parlamento explicar que estádios sem segurança ficam fechados aos adeptos italianos

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Amato foi ao parlamento explicar que estádios sem segurança ficam fechados aos adeptos italianos

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Jogos sim mas enquanto os estádios não respeitarem as normas de segurança os espectadores não entram. É a principal medida anunciada ontem pelo governo italiano para lutar contra a violência no futebol.

Hoje, na véspera do conselho de ministros extraordinário sobre o assunto, o responsável pela pasta do Interior, Giuliano Amato, foi à câmara dos deputados e procurou contextualizar a decisão. Segundo Amato, “o futebol acaba por ser um grande catalisador de violência, mas é difícil dizer se catalisa uma violência com raízes em outros problemas, se é ele próprio fonte de violência ou dá-lhe a possibilidade de se organizar”.

O governo faz assim cumprir o decreto do anterior executivo sobre a segurança nos estádios. Mas o conjunto de medidas integra também a proibição de venda de bilhetes em grupo para apoiantes de uma equipa em deslocação, proíbe o acesso aos estádios de suspeitos de hooliganismo, incluindo menores de idade, e reforça os poderes policiais.

Apenas quatro dos 18 estádios respeitam as regras de segurança e a medida é para manter enquanto não cumprirem as normas.

As autoridades tentam lutar contra a violência que na sexta-feira custou a vida a Filippo Raciti. O polícia de 38 anos foi sepultado ontem na Catânia, na presença de milhares de pessoas.

Raciti morreu durante os confrontos após o jogo Catânia-Palermo. Os jogos foram então suspensos e poderão recomeçar já no próximo fim-de-semana, mas envoltos em polémica depois de um alto dirigente desportivo ter minimizado a morte do polícia em nome dos interesses financeiros em torno do Calcio, que gera seis mil milhões de euros por ano.