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Sarkozy apoia direito à liberdade de expressão de Charlie Hebdo

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Sarkozy apoia direito à liberdade de expressão de Charlie Hebdo

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A batalha eleitoral chegou ao processo contra o jornal Charlie Hebdo, um dos símbolos da liberdade de imprensa em França. O Conselho Francês do Culto Muçulmano (C.F.C.M.), criado pelo ministro do Interior Nicolas Sarkozy, ameaça demitir-se. Uma decisão anunciada pelo presidente da Federação da Grande Mesquita de Paris Abdallah Zekri logo que soube que Sarkozy vai testemunhar no processo a favor do semanário.

A única representação do Islão no país sente-se lesada e reage anunciando a realização de uma reunião de urgência do Conselho para decidir uma eventual demissão em bloco. Criado em 2003, o Conselho Francês do Culto Muçulmano representa oficialmente 4 milhões de muçulmanos em França.

O organismo está encarregue de gerir questões ligadas à construção de mesquitas e organização de festas religiosa, entre outras.

O ministro do Interior explicou a sua posição afirmando que, na sua concepção da democracia, prefere um excesso de caricaturas a caricaturas insuficientes. Diz que compreende a sensibilidade dos muçulmanos praticantes, mas eles devem compreender que a República Francesa tem uma tradição que é a da caricatura e da crítica e não estou disposto fazer concessões sobre essa tradição”

Depois da participação de outros líderes politicos no processo, o conselho do culto muçulmano denuncia a politização do julgamento do Charlie Hebdo.