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Testemunhas são ouvidas no caso das acusações de injúria a uma religião por parte do Charlie Hebdo

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Testemunhas são ouvidas no caso das acusações de injúria a uma religião por parte do Charlie Hebdo

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São ouvidas esta quinta-feira as testemunhas no julgamento em que o jornal satírico Charlie Hebdo é acusado de injúria a uma religião. O caso remonta a 2006 quando o diário francês voltou a publicar algumas caricaturas de Maomé, divulgadas em 2005 por um jornal dinamarquês – o Jyllans Posten.

O Charlie Hebdo é acusado por duas organizações francesas, a Grande Mesquita de Paris e a União das Organizações Islâmicas, de incitar ao ódio contra os muçulmanos. A segunda sessão do julgamento tem lugar no Tribunal Correccional de paris.

O procurador do ministério público diz que o Islão só pede a aplicação da lei da república. As organizações muçulmanas consideram que, por exemplo, a caricatura com uma bomba no turbante de Maomé, em que o profeta diz “é difícil ser amado por loucos” deixa transparecer que
todos os muçulmanos são terroristas.

O patrão do Charlie Hebdo, Philippe Val, considera, no entanto, que a sátira é dirigida aos islamitas e não se destina a criticar os crentes ou a religião.

Philippe Val explicou ainda em tribunal que as caricaturas foram publicadas no jornal satírico francês depois do chefe de redacção do France Soir, ter sido demitido na sequência da publicação das caricaturas.

O chefe de redacção do jornal dinamarquês Jyllans-Posten considera que se o diário satírico francês for condenado, então quer dizer que estão proibidas as críticas a ideologias, políticas ou religiões. É algo que considera ser mau para a Europa.

Doze caricuturas de Maomé foram publicadas no Jyllands-Posten a 30 de Setembro de 2005. Uma série de jornais seguiram-lhe o passo, as queixas do mundo muçulmano originaram uma crise diplomática e manifestações por todo o lado.

O jornal chegou a pedir desculpas mas nunca foi condenado.