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Bulgária em solidariedade com enfermeiras condenadas à morte

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Bulgária em solidariedade com enfermeiras condenadas à morte

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A Bulgária viveu um dia de solidariedade sem precedentes esta sexta-feira. Um pouco por todo o país desenvolveram-se acções organizadas ou espontâneas em nome das 5 enfermeiras búlgaras e do médico palestiniano, condenados à morte, depois da justiça Libia os ter considerado culpados de infectarem cerca de 400 crianças com o vírus da SIDA.

Em muitos hospitais, profissionais de saúde saíram as ruas em sinal de solidariedade. Em frente à embaixada líbia uma multidão colocou 426 rosas junto ao edifício, uma por cada criança infectada. A intenção foi a de partilhar a dor com quem perdeu um familiar mas também sublinhar a inocência de quem já está detido há 8 anos. O processo teve início em 1999, altura em que as enfermeiras e o médico palestiniano foram presos.

Organizações como a Aministia Internacional denunciaram irregularidades no processo. Estudos levados a cabo por cientistas internacionais confirmaram que algumas crianças tinham sido infectadas antes das enfermeiras começarem a trabalhar no hospital de Benghazi. Após vários recursos, o veridicto foi sempre: culpados. No dia 19 de Dezembro um tribunal líbio confirmou a condenação à morte por fuzilamento.