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Confrontos em Jerusalém: "empreitada" de Olmert sem alvará de muçulmanos

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Confrontos em Jerusalém: "empreitada" de Olmert sem alvará de muçulmanos

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Os confrontos entre polícias israelitas e fiéis muçulmanos desta manhã em Jerusalém, ameaçam os esforços diplomáticos internacionais das últimas semanas para relançar o processo de paz no Médio Oriente. A polícia israelita carregou sobre milhares de muçulmanos reunidos na esplanada das mesquitas para a tradicional oração de sexta-feira.

Balas de borracha e granadas de ruído foram utilizadas para dispersar a multidão, que respondeu com pedras. Há a registar apenas feridos ligeiros. As zonas circundantes foram evacuadas. Os confrontos estenderam-se a outras áreas da cidade. No total 17 palestinianos foram detidos.

Segundo as autoridades, na origem dos confrontos estaria um grupo de pessoas acusada de violar a interdição de manifestar-se no interior do recinto.

Desde o inicio manhã que as autoridades israelitas filtravam a entrada no local sagrado, vedado por motivos de segurança, a menores de 45 anos. Três mil polícias estavam de prevenção face à ameaça de vários líderes religiosos de levar a cabo uma nova jornada de protestos contra a construção de uma rampa de acesso à esplanada das mesquitas, edificada sobre terreno sagrado.

Esta tarde 10 mil pessoas manifestaram-se em Nazaré no norte de Israel igualmente contra as obras de construção. Apesar da pressão nacional e internacional, o primeiro-ministro Ehud Olmert reafirmou ontem que vai prosseguir as obras. O seu ministro da defesa, Amir Peretz, numa carta revelada pela imprensa, advertira há dias Olmert para as consequências negativas do projecto noutra empreitada, diplomática, a do relançamento do processo de paz no Médio Oriente.