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EUA e Israel reagem com prudência ao acordo para o governo palestiniano de união nacional

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EUA e Israel reagem com prudência ao acordo para o governo palestiniano de união nacional

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As reacções por parte da comunidade internacional ao acordo entre as facções palestinianas, assinado em Meca na Arábia Saudita, são de satisfação, mas acima de tudo de prudência. É o caso dos Estados Unidos. Na Casa Branca o conteúdo do texto, que serve de base para formação de um executivo de união nacional, ainda não é conhecido. Em Israel, o porta-voz do governo fez saber que o Estado hebraico conta com os palestinianos para cumprirem o que prometeram à comunidade internacional.

O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, diz que “começa agora uma nova etapa com um governo capaz de pôr fim ao sofrimento do povo”.

O primeiro-ministro Ismail Haniyeh agradece a Abbas “ter sido nomeado como chefe do primeiro governo de união nacional”, mostra-se “consciente dos desafios que se colocam”, mas diz-se “à altura de aceitar a missão”.

O Hamas vai conservar nove ministros no executivo, enquanto que o Fatah terá sete lugares assegurados, entre eles o de vice-primeiro-ministro que será nomeado pelo presidente Mahmoud Abbas.

O Hamas poderá ainda nomear dois ministros independentes e o Fatah três. As restantes quatro pastas serão distribuídas entre as outras facções com representação parlamentar.

O encontro em Meca, da iniciativa do rei Abdallah da Arábia Saudita, é visto como a última oportunidade para evitar a guerra civil nos territórios palestinianos.