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O fantasma da abstenção pesa sobre o referendo

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O fantasma da abstenção pesa sobre o referendo

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Os portugueses preparam-se para ir às urnas este domingo devendo decidir se são a favor ou contra a interrupção voluntária da gravidez até às primeiras dez semanas de gestação. As campanhas pelo “sim” e pelo “não” foram particularmente activas mas o referendo só terá força de lei se houver uma participação superior a 50% foi nesse sentido o apelo do primeiro-ministro, José Sócrates. O fantasma da abstenção pesa sobre este referendo depois da que se passou no primeiro em 1998.

Nas ruas o movimento pelo “sim” queima os últimos cartuchos com a distribuição de pafletos nas saídas do metro. O mesmo se verificou do lado do movimento de defesa do “não” cujas mensagens abundam pela cidade em diversos tamanhos. Apesar das sondagens divulgadas apontarem para a vitória do “sim” os adversários da despenalização da interrupção voluntária da gravidez não desarmam e marcaram duas grandes iniciativas para o último dia de campanha. O encerramento nacional da campanha do “não” está marcado para um comício nocturno em Braga.

O “sim” no referendo sobre a despenalização do aborto vence nas cinco sondagens publicadas hoje, com diferenças sobre o “não” que vão dos seis aos 21 pontos percentuais e valores da abstenção entre 18 e 45 pontos.