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Câmara de Jerusalém suspende obras mas mantém escavações arqueológicas

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Câmara de Jerusalém suspende obras mas mantém escavações arqueológicas

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A câmara de Jerusalém suspendeu, esta segunda-feira, as obras de construção de uma controversa rampa de acesso à Esplanada das Mesquitas.

No entanto, a medida acabou por não acalmar os ânimos da comunidade muçulmana porque as escavações arqueológicas também junto ao local não foram suspensas.

De acordo com o porta-voz da câmara com esta medida o presidente Uri Lupolianski quis “associar os habitantes da cidade às obras” para que tudo seja feito com a maior transparência, no entanto Ahmed Tibi, deputado árabe-israelita, refere que “se trata de uma área sensível. Já ficou provado, no passado, que qualquer actividade israelita seria vista como uma provocação e está a ferir os sentimentos de todo o mundo islâmico.”

Há também quem veja esta suspensão como um sinal de fraqueza. Benny Elon, deputado de direita, refere que a Câmara parou as obras porque “tem medo, o que é o princípio do fim. Espero que outras pessoas possam corrigir as medidas erradas do presidente da câmara.”

O reforço das medidas de segurança em Jerusalém resultou numa acalmia, esta segunda-feira. O mesmo já não se pode dizer de Hebron, na Cisjordânia, onde as ruas foram invadidas por manifestantes que exigem o fim imediato das obras junto à Esplanada das Mesquitas, terceiro local sagrado do Islão.

O protesto levou à intervenção do exército israelita, que utilizou granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes.