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Emoção à entrada do tribunal onde se julgam os atentados de 11-M

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Emoção à entrada do tribunal onde se julgam os atentados de 11-M

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A emoção venceu quem assistiu de perto à primeira sessão do julgamento dos atentados de 11 de março em Madrid. Pilar Manjón, que perdeu o filho de 20 anos no atentado e é presidente da Associação de Vítimas do ataque terrorista, anti-Partido Popular, fez questão de estar presente na audiência.

Depois de algumas lágrimas vertidas e um abraço forte a um amigo à chegada à Casa de Campo, Pilar Manjón refez-se do choque, limpou as lágrimas, e deu os bons dias aos jornalistas: “o que vos posso dizer é que tenho as pernas a tremer, sinto nervoso miudinho no estômago, e é agora que vamos olhar nos olhos de quem nos destruiu a vida, intensamente, com pensamento forte, porque nós somos as vítimas e eles os carrascos”.

Pilar Manjón é acolhida pelos espanhóis como o rosto das vitimas do atentado. Mas outras estiveram presentes na primeira sessão do julgamento, também com o coração nas mãos: “se não sentimos por fora, sentimos por dentro… é difícil enfrentar tudo isto”.