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Escudo antimíssil "ressuscita" guerra fria

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Escudo antimíssil "ressuscita" guerra fria

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É na base militar de Jince, na República Checa, que deve ser instalado o radar antimíssil norte-americano, se o parlamento checo autorizar. Os Estados Unidos, no seu sistema de defesa, querem instalar também mísseis antimísseis numa base da Polónia.

O objectivo é poder interceptar eventuais mísseis de países do chamado eixo do mal, como o Irão. Mas a ideia de uma forte presença americana em solo europeu, e sobretudo em antigos satélites soviéticos, não agrada a Moscovo. Daí a reacção do comandante das forças russas de mísseis estratégicos: “É, evidentemente, uma demonstração de força”, afirmou, esta segunda-feira, Nikolai Solovtsov, que acrescentou: “Mas a Rússia também vai mostrar que sabe defender os seus interesses, pela via diplomática, politica ou, se necessário, militar”.

Moscovo ameaçou instalar mísseis balísticos de médio alcance no enclave báltico de Kalininegrado se a Polónia e a República Checa aceitarem receber o arsenal norte-americano.

Há cerca de uma semana, o presidente Vladimir Putin tinha criticado abertamente os Estados Unidos, acusando-os de relançarem uma espécie de guerra fria. Uma acusação descartada pelo secretário norte-americano da Defesa. Em tom irónico, Robert Gate tinha afirmado sentir mesmo “uma certa nostalgia dessa época, bem menos complexa que a actual”.

Contrariamente aos governos polaco e checo, as opiniões públicas dos dois países são bem menos favoráveis à instalação deste escudo antimíssil norte-americano em solo europeu. Os checos são os mais reticentes e pedem mesmo a realização de um referendo sobre a questão.