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Europa prepara-se para o pós-Quioto

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Europa prepara-se para o pós-Quioto

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Os ministros do Ambiente dos Vinte e Sete chegaram, esta terça-feira, a um acordo de princípio: reduzir as emissões poluentes em 20%, até 2020, face aos valores de 1990. No entanto, os Estados membros não chegaram a nenhuma conclusão sobre a forma de atingir este objectivo. Alguns países, como a Polónia, nem sequer querem que ele seja vinculativo.

Na prática, falta fazer tudo, como se depreende das palavras do ministro alemão do Ambiente, Sigmar Gabriel: “Temos ainda de discutir um certo número de pontos e, em especial, a questão de saber como vamos repartir a carga, o fardo que teremos de suportar depois, para atingir os objectivos no seio da União Europeia.”

A proposta partiu da Comissão Europeia e prevê mesmo reduzir as emissões de CO2 em 30% – se os outros países industrializados aceitarem também o desafio. A Europa continua a lamentar que os Estados Unidos, primeiro poluidor mundial, não tenham ratificado o Protocolo de Quioto, que entrou em vigor há dois anos e durará até 2012.

No entanto, Washington contrapõe: mesmo sem Quioto, os Estados Unidos fazem mais pela redução das emissões do que a Europa. E apontam os números da Agência Internacional de Energia: entre 2004 e 2007 as emissões aumentaram 5% na Europa e apenas 1,7% nos Estados Unidos.

Na semana passada, a União Europeia estabeleceu igualmente como meta, para 2020, a utilização de 10% de biocombustíveis, para evitar as emissões de dióxido de carbono proveniente dos combustíveis fósseis.