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Itália em plena crise política

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Itália em plena crise política

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O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, reúne-se hoje de emergência com o presidente da República, Giorgio Napolitano, para analisar a situação, depois do Senado ter rejeitado a política externa do executivo.

O governo, reunido de emergência, pondera o seu futuro, depois de não ter conseguido os 160 votos que necessitava para fazer aprovar a sua política externa. Ficou a dois votos.

O resultado da votação originou o caos no Senado e a oposição exige a demissão do executivo, considerando que este não tem condições para representar o país a nível internacional. Prodi não é obrigado a demitir-se mas esta possibilidade tinha sido evocada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Massimo D’Alema, se houvesse um voto negativo. D’Alema dirigia-se na altura aos contestatários no seio coligação governamental.

Comunistas e Verdes exigem a retirada dos 1800 soldados integrados na missão da NATO no Afeganistão e ameaçavam fazer cair o governo.

Outro ponto de divergência entre Prodi e o sector mais radical da coligação é o alargamento da base americana na cidade de Vincenza, no norte. O governo deu luz verde, apesar das manifestações populares, como no passado sábado, e das ameaças dos parceiros de coligação.