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Bombas de fragmentação debatidas em Oslo

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Bombas de fragmentação debatidas em Oslo

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Começa esta quinta-feira em Oslo uma conferência internacional dedicada às bombas de fragmentação, que reúne representantes de mais de 40 países e organizações não-governamentais. O encontro de dois dias é promovido pela Noruega que, à semelhança do que fez com as minas anti-pessoais em 1997, quer iniciar um processo que culmine com a proibição a nível mundial deste tipo de armas, particularmente letais.

As bombas de fragmentação libertam uma grande quantidade de munições de pequena dimensão, muitas das quais não explodem com o impacto.

O director da Handicap International na Bélgica diz que “têm conhecimento de 21 países poluídos com este tipo de bombas, numa estimativa de cerca de 33 milhões de munições não detonadas, espalhadas pelo terreno”.

O seu efeito assemelha-se ao das minas anti-pessoais, fazendo um grande número de vítimas inocentes, durante e após qualquer conflito.

A Handicap International estima que estas bombas fizeram mais de cem mil mortos e feridos, na maioria civis, desde a sua aparição durante a guerra no Vietname.

Estas armas foram usadas nomeadamente por Israel em 2006, na guerra contra o Hezbollah libanês.

No Líbano, tal como no Afeganistão ou no Kosovo, muitas destas munições continuam por explodir.