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Presidente italiano prossegue consultas políticas para sair da crise

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Presidente italiano prossegue consultas políticas para sair da crise

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Ambiente de incerteza e de intensas especulações em Itália face à crise política desencadeada ontem com a demissão do governo. O presidente da República, Giorgio Napolitano, ouve desde esta manhã, no Quirinale, as várias forças políticas para analisar a situação.

Todas as hipóteses estão na mesa, desde eleições antecipadas, um governo de gestão sem Prodi, um novo governo de Romano Prodi, com a mesma coligação ou sem os comunistas e alargada ao centro.

Lorenzo Cesa, líder da União Democrata-Cristã (UDC), antigos parceiros de governo de Berlusconi, afirma que “se desejam defender os interesses do país, um novo governo Prodi não é a solução, pelo contrário, é preciso evitar o prolongamento da situação nos próximos quatro a cinco meses, o que não corresponde às necessidades do país”.

Silvio Berlusconi é a favor de um governo de gestão de curta duração que permita mudar a lei eleitoral, que o seu executivo aprovou e que é, em parte, responsável pela actual crise.

Os seus parceiros da Liga do Norte, por intermédio de Roberto Calderoli, dizem que vão pedir eleições antecipadas, pois se não há uma estabilidade governativa é preciso voltar às urnas.

Do lado da esquerda, apela-se à unidade e à recondução do executivo.

Piero Fassino, líder dos Democratas de Esquerda, da coligação, defende que é preciso o “apoio total de todos, para que o governo possa retomar o caminho e actividade sob comando de Romano Prodi”.

O primeiro-ministro apresentou ontem a demissão ao presidente da República. O Senado rejeitou a política externa, acabando por fazer cair o 61° governo italiano desde 1945.