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Prodi deve três quedas de governo aos comunistas...voltará?

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Prodi deve três quedas de governo aos comunistas...voltará?

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Quando regressou a Itália, depois de cinco anos à frente da Comissão Europeia, Romano Prodi foi visto como o salvador da esquerda italiana.

Depois de ganhar as legislativas de 1996, mas ter sido obrigado pelos comunistas a demitir-se do cargo de primeiro ministro um ano depois, Il Professore foi o único capaz de bater o eterno rival Silvio Berlusconi.

Mas a vitória à justa, nas legislativas de Abril de 2006, voltou a obrigar Prodi a fazer alianças políticas e a formar um governo de coligação com todos os partidos, incluindo os da extrema-esquerda até ao dos centro.

Dez dias depois das eleições, Berlusconi fazia eco da certeza da coligação de centro-esquerda não terminar o mandato.

Segundo disse, “os senhores eleitos não eram capazes de governar correctamente. ..o governo seria apenas um parêntese, uma interrupção no caminho por ele traçado para o desenvolvimento, o progresso e a liberdade”.

Berlusconi não se enganou. É a terceira vez que Romano Prodi é obrigado a pedir a demissão. Em Outubro de 97, o governo caiu quando o primeiro-ministro não conseguiu fazer aprovar o orçamento.

Em 1998, Prodi voltou a cair por causa da Refundação Comunista, que abandonou o governo, obrigando-o a apresentar a demissão ao presidente Oscar Luigi Scalfaro.

Desta vez, as tensões entre membros da coligação tornaram-se públicas com o projecto de lei sobre as uniões civis de facto, baseado no modelo francês.

O alargamento de uma base americana em Vicenza e a missão de paz no Afeganistão acabram por ser o golpe de misericórdia numa coligação condenada à nascença. Dois senadores comunistas abstiveram-se e Prodi teve de demitir-se de novo.

Resta saber se a terceira demissão de Prodi se traduzirá num adeus à cena política italiana ou somente num até breve.