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Casa Branca tenta "aquecer" relações com o Kremlin

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Casa Branca tenta "aquecer" relações com o Kremlin

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Os Estados Unidos multiplicam-se em explicações para acalmar os ânimos, num momento em que as relações com a Rússia “esfriaram” significativamente.

Em Washington, um alto responsável militar norte-americano explicou detalhadamente o programa anti-míssil que George W. Bush quer instalar na Europa.

Um representante da Casa Branca sublinhou depois que “no século XXI, não tem sentido uma ameaça contra a Polónia ou a República Checa” e que Washington “espera que as declarações do general russo (Nikolai Solovtsov) não tenham sido feitas em nome de todo o governo de Moscovo, já que posteriormente o ministro russo dos Negócios Estrangeiros Serguei Lavrov assumiu um tom bastante mais moderado”.

No início da semana, a Rússia reagiu mal às intenções dos Estados Unidos de alargar ao território checo e polaco uma rede de satélites de alerta, radares de detecção e sistemas de intercepção de mísseis como os que já possui no Alasca e na Califórnia.

A polémica não é nova, mais subiu de tom com as declarações de Solovtsov na segunda-feira. O chefe das forças estratégicas russas disse que o seu país poderia retomar a construção de mísseis de médio alcance e apontá-los às futuras instalações norte-americanas na Polónia e na República Checa.

As dúvidas do Kremlin levaram ontem o conselheiro de George W. Bush para a Segurança, Stephen Hadley, a deslocar-se a Moscovo para explicar – tal como já tinha feito a secretária de Estado Condoleezza Rice – que o objectivo é defender o Mundo de ameaças vindas de países como o Irão e a Coreia do Norte.