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EUA investigam massacre de 26 pessoas no Iraque perpetrado pelo exército norte-americano

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EUA investigam massacre de 26 pessoas no Iraque perpetrado pelo exército norte-americano

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O exército norte-americano garante estar a investigar o massacre de 26 pessoas mortas em Ramadi durante uma batalha que terminou com a destruição de vários edifícios. Entre as 26 pessoas há mulheres e crianças, que continuam a ser retiradas dos escombros.

O porta-voz dos soldados dos Estados Unidos estacionados no Iraque garante que o objectivo era atacar os edifícios onde os insurgentes estariam escondidos. É mais um episódio negro da presença dos militares norte-americanos no território, a semear mais polémicas, revoltas e desejos de vingança entre a população iraquiana.

A violação de uma adolescente sunita alegadamente por três militares norte-americanos de origem xiita a 18 de Fevereiro, seguida do assassínio da família da adolescente, fez estalar a ira entre os iraquianos. Alguns líderes religiosos apelam à calma e pedem aos mais ávidos de vingança que esperem que os tribunais façam justiça.

Mas outros fazem o contrário. O líder da al-Qaida no Iraque apelou à vingança e garantiu que a organização tem 300 iraquianos prontos a morrer em operações suicidas para honrar a jovem sunita. Entretanto, um militar norte-americano, o sargento Paulo Cortez foi condenado a 100 anos de prisão pela violação e assassínio de uma adolescente de 14 anos. No Iraque, o crime de violação pode ser punido com pena de morte. Os pais podem matar o autor da violação sem se arriscarem a penas de prisão pesadas.