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Multilinguismo precisa-se nas PME

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Multilinguismo precisa-se nas PME

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Numa Europa cada vez mais multilíngue e num mundo cada vez mais globalizado, a ideia de que falar inglês é uma garantia de sucesso para qualquer empresa não corresponde exactamente à verdade. O inglês pode servir para iniciar uma relação comercial, mas para que ela seja durável, é preciso um conhecimento da língua do país para o qual se deseja exportar.

Segundo um estudo da Comissão, as PME usam prioritariamente o inglês (51%), nas suas exportações. Seguem-se o alemão (13%), o francês (9%), o russo (8%) e o espanhol (4%). As línguas são usadas, sobretudo, em função da geografia: inglês para o Canadá e Estados Unidos, alemão para quinze mercados, incluindo a Alemanha e a Áustria, russo para os países bálticos e de Leste, francês em África e espanhol na América Latina.

O mesmo documento dá conta que 10% das empresas sondadas perderam negócios por causas ligadas à barreira linguística. O estudo foi apresentado pelo novo comissário para o multilinguismo. Falando na sua língua materna, o romeno, Leonard Orban afirmou que pretende “promover a aprendizagem das línguas estrangeiras ao longo da vida” e defende que “o interesse pelas línguas estrangeiras tem de ser estimulado desde a infância.”

O multilinguismo tornou-se um quebra-cabeças, na Europa, com o alargamento do bloco. Actualmente, os Vinte e Sete têm 23 línguas oficiais. É certo que nas reuniões de trabalho, o inglês é a língua que se impõe. Mas assegurar a interpretação simultânea quando se trata dos discursos e a tradução de todos os documentos escritos custa, ao erário comunitário, mil milhões de euros anuais.