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Presidente italiano deposita futuro do executivo Prodi nas mãos do Parlamento

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Presidente italiano deposita futuro do executivo Prodi nas mãos do Parlamento

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Três dias após demitir-se, Romano Prodi foi reconduzido no cargo de primeiro-ministro pelo chefe de Estado italiano. A decisão, anunciada esta manhã por Giorgio Napolitano, arrisca-se no entanto a abrir um segundo capítulo na crise política. A continuidade do executivo de centro-esquerda está agora dependente do voto de confiança das duas câmaras do Parlamento onde a vitória de Prodi está longe de ser um dado adquirido.

O primeiro-ministro agradeceu esta manhã a confiança depositada pelo presidente no seu executivo, insistindo numa resolução rápida da crise. Ontem a União, a coligação de centro-esquerda chefiada por Prodi, tinha reafirmado o apoio ao líder e ao seu programa de governo de 12 pontos não negociáveis. Uma situação que, para o presidente Napolitano, justifica a sua decisão de reconduzir o primeiro-ministro, face ao que considerou ser, “uma garantia de que o executivo terá a coesão e eficácia indipensáveis ao desempenho das suas funções”.

Após conhecer a decisão do chefe de Estado, Romano Prodi reuniu-se com os presidentes do Senado e da Câmara dos Representantes que deverão convocar para meados da próxima semana os respectivos votos de confiança. Se na câmara baixa do Parlamento, a União tem uma clara maioria, no Senado conta com os votos de cinco dissidentes de centro-direita para superar uma maioria frágil de apenas um assento.

Prodi tinha apresentado demissão na quarta-feira, na sequência de divergências na coligação sobre temas de política externa. Entre as condições impostas para se manter no poder exigiu o consenso da sua coligação em torno das posições do primeiro-ministro, da política externa à Economia.