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Óscares 2007: Luzes, câmara... interrogação

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Óscares 2007: Luzes, câmara... interrogação

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Na contagem decrescente para a cerimónia dos óscares desta noite as certezas dos críticos parecem esvanecer-se em torno dos possíveis vencedores na corrida às estatuetas douradas.

A edição deste ano promete ser uma das menos Hollywoodescas de sempre. A maioria dos cabeças de cartaz são realizadores de origem estrangeira. A tela vai estar longe do sonho americano dando lugar a histórias de derrotas militares, rainhas destronadas, contos de fadas sobre a ditadura, entre outras histórias invulgares.

Esta noite o realizador Martin Scorcese poderá obter o tão desejado óscar de melhor filme e de melhor realizador por “The departed – entre inimigos”. Uma história invulgar de polícias e gangsters em Boston que tem como sérios concorrentes Babel do mexicano Gonzalez Iñarritu e Cartas de Iwo Jima de Clint Eastwood.

A noite tem já uma rainha a britânica Helen Mirren. Na competição para o óscar da melhor actriz mesmo a espanhola Penelope Cruz faz vénias à protagonista do filme The Queen afirmando que ela e Amodovar não ficarão tristes por perder. Na tela o realizador Stephen Frears mostra como a soberana britânica foi durante semanas destronada pela morte da princesa do Povo, recuperando a confiança dos súbditos graças a um primeiro-ministro de esquerda com simpatias republicanas.

Para o óscar de melhor actor Forest Whitaker leva já um globo de ouro e um Bafta de avanço pelo seu papel em o Último rei da Escócia. A intrepretação do ditador ugandês Idi Amin Dada terá no entanto concorrentes de peso como o britânico Peter O’Toole em Vénus, ou um Will Smith em Busca da Felicidade.

Para o óscar de melhor filme estrangeiro duas revisitações dos tempos da ditadura na Europa levam já como vantagem o aplauso da crítica. As vidas dos outros, do alemão Florian Henckel von Donnersmarck, e o Labirinto do Fauno do argentino Guillermo del Toro: um conto de fadas sobre a violência do regime franquista após a guerra civil.