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Presidente senegalês sob suspeita em dia de eleições presidenciais

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Presidente senegalês sob suspeita em dia de eleições presidenciais

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Apresentado como uma das mais estáveis democracias africanas, o Senegal desce hoje às urnas num escrutínio ensombrado pela possibilidade de fraudes eleitorais e por actos de violência contra candidatos da oposição. Um espectro que recai sobre a candidatura do presidente e candidato do partido Democrata Abdoulaye Wade. O octogenário à cabeça do país desde 2000 anuncia-se desde já como vencedor na primeira volta das eleições, face a 14 outros candidatos.

Depois de um mandato marcado por escândalos financeiros, o aumento da pobreza e do desemprego da população, Wade acena com a promessa de recuperação económica. O seu principal rival, Ousmane Dieng, diplomata de carreira quer voltar a colocar no poder o Partido Socialista. Dieng fez da emigração um dos principais cavalos de batalha, prometendo anular todos os acordos sobre a matéria assinados com França e Espanha, caso seja eleito.

A terceira figura do escrutínio é Idrissa Seck, antigo primeiro-ministro de Wade. Expulso do partido Democrata e detido por alegado desvio de fundos, Seck, afirma que não existe qualquer pacto com Wade para uma segunda volta das eleições. Num país com uma economia em queda livre, o sufrágio de hoje assemelha-se a um referendo ao mandato de 7 anos de Wade.

Em 2000 as suas promessas de um novo Senegal uniram a então oposição contra 40 anos de governação socialista. Hoje, Wade é um homem sozinho e sob suspeita após os actos de violência registados nas últimas semanas contra os seus principais rivais na eleição.