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Bayrou dá um novo alento à campanha eleitoral francesa

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Bayrou dá um novo alento à campanha eleitoral francesa

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As sondagens fizeram dele o terceiro homem da campanha presidencial francesa. O centrista François Bayrou tem a favor 17 por cento das intenções de voto dos eleitores franceses, na primeira volta. Mas 37 por cento dos franceses estão seduzidos pela promessa de “fazer trabalhar a direita e a esquerda em conjunto” no caso de ser eleito presidente.

Na verdade, apenas nove por cento acredita na vitória de Bayrou no próximo dia 6 de Maio, como se a defesa da social-economia fosse utópica num país onde a fronteira entre a esquerda e a direita está muito enraizada na cultura política.

Bayrou reitera que a proposta que faz a França é baseada num programa claro e forte que visa juntar personalidades vindas de quadrantes políticos diferentes.

Uma espécie de “grande coligação” à francesa”, ideia que a candidata socialista Segolene Royal considera perigosa e confusa, pois acaba de recuperar para a campanha os chamados “pesos pesados” do PS francês, nomeadamente o antigo primeiro-ministro Laurent Fabius.
Com estes ilustres apoiantes, Royal subiu nas sondagens, com 28 por cento das intenções de voto, igualando Nicolas Sarkozy, o candidato da direita e alvo prioritário dos ataques socialistas.

“O voto anti-Sarkozy é o voto Segolene Royal”, apela Fabius.

O candidato da UMP e ministro do Interior Nicolas Sarkozy continua a ser o favorito nas sondagens, mas se as eleições se realizassem hoje, só conseguiria ganhar na segunda volta. Nestes últimos dias, o candidato da direita esteve muito mais ausente dos Media. Apesar de se mostrar mais humano, Sarkozy continua a ter problemas a seduzir o centro mas a mensagem sobre “lei e ordem” agrada cada vez mais à extrema-direita.

O quarto candidato é Jean-Marie Le Pen. Com um crédito de 11,5 por cento nas sondagens para a primeira volta, o candidato da Frente Nacional promete surpreender tanto como em 2002 e passar à segunda volta.

Para refrescar o programa com uma “mensagem social” o candidato da extrema-direita escolheu
a cidade industrial de Lille, no norte de França, onde capitalizou mais votos nas últimas eleições.