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Mulheres afegãs pedem ajuda ao PE

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Mulheres afegãs pedem ajuda ao PE

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Cinco anos após a queda do regime talibã, os direitos e as liberdades fundamentais não são um dado adquirido, no Afeganistão. Num país onde apenas 14% das mulheres são escolarizadas, o direito à educação ainda é negado a muitas raparigas, como explicou, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, uma funcionária do ministério afegão dos negócios estrangeiros. “Mesmo que os edifícios das escolas existam, em certas províncias, o acesso é barrado. Certas pessoas não querem que as raparigas recebam educação e impedem-nas de aceder às escolas. É por isso que pedimos a ajuda da União Europeia”, explicou Djemila.

A educação não é o único problema das mulheres, no Afeganistão, como diz a eurodeputada belga socialista Véronique de Keyser: “É um país onde as mulheres têm de conquistar tudo. Tudo tem de ser conquistado: desde a segurança, que é muito precária mal nos afastamos de Cabul; passando pelo nível de educação, e pela questão da saúde, da mortalidade das mulheres no parto e da mortalidade infantil, que continua a ser uma das mais elevadas do mundo.”

Além disso, o governo de Cabul prepara-se para rever a lei sobre a comunicação social, e adaptá-la às regras do Islão. As autoridades estimam que há demasiadas mulheres nos media sem véu islâmico e que os filmes indianos que passam nas televisões apresentam a mulher como igual ao homem, o que, diz um líder islamita, pode ter uma má influência nos afegãos que vêem essas emissões.